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Pedregulhos

- 2008-09-26 03:49
FORA-LHE DIAGNOTICADO CHUVA
chovia dentro do seu corpo como típico novembro
folhas tristes: caranguejos em sobressaltos

frutos envenenados luziam em fogo posto nos cabelos
amores caiam-lhe aos cachos
e os ratos vinham por aí
construir seus reinos
seus rios que vão dar às omoplatas

o bruxo mandou o doente se retirar
suas unhas luziam como pérolas extraídas do sono
qualquer coisa fenomenal
sangue que não nega o corpo: música lírica derretendo aço

e o doente entristeceu-se
suas memórias vasculhadas a martelo
olhar de mocho a controlar os movimentos
do braço que fura o fogo
do peito que recebe fracas notícias por uma rameira

olha o tempo com imperfeição
uma gangrena escorre limpa e serena
sete bichos acampados no crânio esperam
a intermitência
há tanto a traduzir e ninguém é capaz

chove por dentro dele
sua carne ensopada ofusca o vitral
e quem se rir terá a sua chuva pela certa

devemos concluir o vector da existência
correr o fecho das galáxias para não mais
completar o século com os vulcões vazios
depois subir
com a calma de uma velhice
num suicídio
que demora a procriar

o que é o cérebro se não escuro
tinta que sobra das plantas comilonas

funerais só depois das nove da noite
que é quando o brilho assa e o morto comporta-se como morto
a demência não entra na tributação
nos cálculos da primavera
outono sim
é mês de cozer o pão entre as palmas das mãos
uma casa possessiva com ataques de nervos

e por que cai água nos regos cerebrais
O louco nada pelo ar em movimento de gibóia
Lento
Comprometedor
Como quem afasta o lodaçal com as arestas dos braços
Afiadas
Bilhantes como tudo que ilumina a gota


Chamam-lhe palhaço
Sorriso de alicate
Infiltra-se a chuva por dentro de alguém
Amamenta a loucura com sémen da sua paz
E dobra-se
Desta vez não espera pelos deuses à saida da taberna

Fecha-se em guarda-chuva ? na sua verdade
Reparando feridas com o maçarico dos sonhos ?
Intermitência - mas hoje ele não vai ganhar.


Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/fora-lhe-diagnoticado-chuva-16nov2008.html

- 2008-09-26 03:49
Mãe, se eu fosse pastor haveria de dar um nome a cada pedra deste camin
o
Mãe, se eu fosse vento arrastava a miséria para a cova mais funda

Mãe, se eu fosse flor daria pétalas que seria como pão de boca em boca

Mãe, se eu fosse presidente o pai não seria mandado para Longe

Mãe, se as minhas orações fossem atendidas o mar não banhava a nossa casa

Mãe, se sonhar fosse mais que um sonho a minha irmã festejava hoje os seus vinte anos

Mãe, se eu pudesse ser hoje homem duro cobrava o sangue que nos foi roubado

Mãe, achas que o silêncio tem vocação animal?

Achas que a força é um monstro que se domestica?Diz-me como se alcança o azul fluorescente

Fala-me da amoreira que fecundou lindas meninas

Pode o silêncio ser combatido com raticidas?

Mãe, o pai disse que vinha já e não veio, lembras-te?

Por que é que hoje não há cheiro a bolo de chocolate e não me tocas no cabelo?

Mãe, o que significa a bandeira preta?
Por que é que te finges morta?
Mãe, mãe, mãe!

Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/me-se-eu-fosse-pastor-haveria-de-dar-um_18.html

- 2008-09-26 03:49
5 de dezembro apresentação do meu quarto livro "sou um louco que sabe tocar acordeão"

na biblioteca municipal de barcelos pelas 21.30.

Os textos serão lidos por: fernando soares e fátima marques

a apresentação estará a cargo de: armindo cerqueira e josé lourenço

apareçam!


Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/5-de-dezembro-apresentao-do-meu-quarto.html

- 2008-09-26 03:49

Tenho sete mil razões para duvidar de ti ó Portugal de meia dúzia de grandes.As tuas praias, as tuas póvoas, já não têm cota no mercado. Foste vendida aos ingleses, deixaste entrar os fregueses de olhos em bico. Vais comprar lá fora e vendes cá dentro ao preço do traficante.

A tua gente quase não sente a brisa que era dantes. O cavaquinho e a braguesa não soam pelas ruas, a peixeira tirou um curso mas não lhe valeu de nada. O operário leva para casa o zumbido das máquinas e é com a batida ensurdecedora que compõe o pé direito do sonho.

Portugal, eu venho aqui falar das cidades abandonadas, dos castelos comidos pelo tempo, a tua poesia já não é cantiga de amigo nem embala o menino que um dia dormiu nas palhas. Cuida do teu povo, da tua gente que te fez valente há quinhentos anos atrás, dá-lhes o teu melhor, o fado e as tasquinhas, a liberdade de ser, a conjugação plena do verbo existir, a valentia das tuas caravelas.

Tenho sete mil razões para estar de mal contigo, sete mil palmos de chão que cairam nas mãos dos bancários e dos empreiteiros, e tu não dizes nada?! Ficas aí na varanda do silêncio a fumar o teu cigarro, a dar palha ao abismo.

Que vai ser das tuas crianças que nasceram ontem numa barraca de hospital?, numa estrada esburacada, entre uma aldeia e uma cidade, com um carimbo no peito a dizer: deixa lá não penses nisso!

Olha como o peixe vem triste para a mesa!, vê a felicidade com rituais macabros, olha o polícia todo contente em passar multas à gente. O teu vestido já toca o chão, encolheste, é preciso nascer ouriço para te compreender. Foste dono do mundo, compraste pimenta e sal, pariste Camões e Vasco da Gama, descobriste mares sem ponta de medo, olha para ti e vê como mudaste, a tua figura assemelha-se à tristeza de um sino quando dá inicio à procissão.

Que é feito do teu malhão que nos convidava para a festa? Que é feito da tua coragem de ir e vencer? Ó Portugal das vitórias e dos hinos das multidões!, a tua sopa aziomou e o melhor de ti ofereces ao idiota?! O teu futuro, o nosso riso, está nas mãos do leiloeiro, queres que te conte mais? O teu ofício é semear diferenças, a tua energia é um número extenso no papel, a tua carne é como o futuro: é para quem dá mais.

Encerras escolas e inauguras centros comerciais, lês o que as estrelas têm para dizer mas não escutas ninguém. Que será de nós quando crescermos? Quando tudo for pelos ares e não restar uma biblioteca para defender a tua história? Tenho sete mil razões para te pôr contra o vento, sete toneladas de corações para fazer a empreitada de uma nova vida, sete caminhos que vão dar a um, sete ideologias que terminam em Bem.

O teu sistema imunitário falhou, já não provocas riso, os teus rios levam mágoas, as tuas aldeias: só nos postais; as ribeirinhas quem deram que fossem outra vez, o teu perfume de maresia nem com frasco de remédio é de novo.

Agora sonhas é com craques da bola, ó isso sim, com estilistas que te baixam as calças, com cantores que levam a literatura ao suicídio. Nem com chuva de nove meses isto irá mudar se acaso não visitares todos os lares, se não converteres cimento em alegria, se não casares todas as tuas filhas com os filhos do sol.

Para mim és peça de barro numa estante que se Terra abana mais um pouco cais ao chão, e se calhas de mostrar o rabo... O teu sabor amargo reconheço em Espanha ou em Istambul, o fato solene não convence ninguém, ó meu Portugal dos noventa e tais por cento pequeninhos!



Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/tenho-sete-mil-razes-para-duvidar-de-ti.html

- 2008-09-26 03:49

Como se o sol lhe dissesse: vem daí para a minha beira!

Como se pelo buraco do peito se avistasse o pântano espiritual

Mete-se a mão e zás!, recollhemos o amor em bagos

Depois espanta-se com a cara de quem vê o preço do branco a subir

E fica-se a saber porque dói o silêncio

ou o ferro quente não engoma o pêlo do lobo


Como se a tempestade fizesse arrasar a colheita de sangue

Como se o jejum dobrasse a forquilha à felicidade

O amor bem que podia dar meninas pelo quintal

Regadas com suor de flores

Prata líquida percorrendo o pescoço ? a maravilha da pétala


O homem sentou-se.

Triste e absorto. Mimando uma lâmina usada.

Nunca beijara a face aberta de uma mulher

Tem por uso plantar cactos no quintal

E dos espinhos santifica-se

Com o dedo na terra alimenta a oração


Os olhos como faróis. Ou vice-versa

Escorre o veneno pela luz vinda do solo

Jaz a música no cântaro abandonado

O fogo estala ante a carne borealesca

A solidão escapa-se do gavetão-memória

Tecidos podres

Podres tecidos

vestígios de alma que esperam pendulares

A morte é um veículo veloz Que segue sempre na auto-estrada

No poço todos os murmúrios são cantos de galinha

Ó que zumbie tão estridente é o mar!

O Homem tem as plantas como seu tesão

A gravidade está prestes a ser um feno comido pelos bois

E a certeza é que debaixo da pele: um fogo-posto


Como se a matéria fogo nos viesse dar novo baptismo

Como se o relojoeiro argolasse o tempo à cadela que dorme no prédio

Investir na vida não é preciso saber

para que lado

é que se há-de morrer

Ao contrário da morte a vida é um equívoco raro: o momento em que o carneiro se despe catedraticamente

Perguntem a este homem

Gélido

Putrefacto

Electro-iluminado

Que ressuscita a cada minuto num coágulo de sangue fresco

Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/como-se-o-sol-lhe-dissesse-vem-da-para.html

- 2008-09-26 03:49
Em linguagem científica, não sei se a Crise é homo ou heterossexual.
mas que ela anda a foder toda a gente, ai isso anda!


Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/em-linguagem-cientfica-no-sei-se-crise.html

- 2008-09-26 03:49
Uma lesma intrometeu-se no meu caminho.
Parei. olhei-a nos olhos.
E, como sou um poeta gentil,
perguntei-lhe: como te chamas?


Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/uma-lesma-intrometeu-se-no-meu-caminho.html

- 2008-09-26 03:49

Houvesse uma grávida que parisse um mundo novo e inteiro

Ou um anão que cuspisse uma bola de fogo

E dela saísse Homens do mesmo tamanho

Se possível com uma flor no cabelo

O amor com um lustro de saliva

Uma transparência igual à do rio Homem

Que é perpendicular ao meu corpo mal refinado


E um apostador que ao ler um poema dissese: chega!

Acabavam-se os heróis e os candeeiros avariados

E os dias ganhariam tantas raízes comuns

Tantas luzes de aniquilar Gigantes

Que ao amor era-lhe impossível não dar frutos

Não dar homens rectos e tochamente iluminados

Em vez de cabeças espetas na ponta de um ceptro



Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/houvesse-uma-grvida-que-parisse-um.html

- 2008-09-26 03:49

- 2008-09-26 03:49

- 2008-09-26 03:49

- 2008-09-26 03:49
No inverno batemos asas e levantamo-nos do chão sem um choro-adeus.
no outono visitamos as plantas que regressaram do cais do horizonte.
no verão tomamos conta dos filhos que semeámos na primavera.
na primavera assistimos aos ensaios dos rouxinóis com o tampo do céu levantado.

sentes o paladar das luminiscências divinas? acreditas em anjos tresloucados?

acrescentamos palavras mas não mudamos a história ao verso. quando o silêncio passa é mais um truque do nosso "peito-bateria".entre as estações rebentam as flores os seus cheiros. as águas movem-se em corpos de bailarinas. cisnes que se amam sobre o pano líquido dos riachos.
hoje é dia de visitas cá no monte. os deuses marcaram mesa para jantar. vais ver que vais ver coisas do outro mundo! o amor será o estojo onde iremos repousar depois de tudo.põe-te atento à porta, rapaz!

se ouvires alguém bater vai lá e abre. devagar. como a oração nocturna. verás Júpiter pedindo licença. logo a seguir Vénus segurando ramos. e depois todos os outros: a desejar oxalá haja sempre um amanhã


Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/no-inverno-batemos-asas-e-levantmo-nos.html

2 minutos de qq coisa - 2008-09-26 03:49
O nosso cérebro é doido ... !!!

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.




Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia correctamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!


Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/2-minutos-de-qq-coisa.html

Ó farda para que te quero! - 2008-09-26 03:49

Finalmente e, após várias infiltrações em debates de out-doors, em desfiles por estas ruas direitas, mesmo antes do surgimento da pirataria, do comando à distância, do shampoo dois em um, chego à conclusão que, são os homens que botam farda por cima dos seus corpos que mais sucesso têm com as mulheres. Admire-se!

Soube nesses entretantos que a farda tem um poder persuasor, provocante, excitante, uma chaves de judoca que agarra qualquer mulher e bota-a no tapete para seu uso.

O bombeiro Quintas já me tinha secretado que, desde que a farda começou a fazer parte da sua vida - que só a tira para o exame da rectoscopia - o número de piscadelas e piropos femininos (masculinos poucos) não param de aumentar, de fazer furor e a mover sensibilidades, ao ponto da do segundo direito ter enlouquecido por um dia ter tocado nela...

clique aqui para ler crónica completa



Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/farda-para-que-te-quero.html

Herberto Helder, considerado um dos maiores poetas portugueses vivos, publica quinta-feira um novo livro, intitulado "A Faca não Corta o Fogo - súmula & inédita", com a chancela da Assírio & Alvim.

De Herberto Helder, um poeta que deu a última entrevista em 1968, recusou o Prémio Pessoa em 1994 e vive em auto-reclusão, pouco se sabe, além de que se chama Herberto Helder Luís Bernardes de Oliveira, nasceu no Funchal, a 23 de Novembro de 1930, e reside em Lisboa, com a mulher, Olga.

um poema:

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra

e seu arbusto de sangue. Com ela

encantarei a noite.

Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.

Seus ombros beijarei, a pedra pequena

do sorriso de um momento.

Mulher quase incriada, mas com a gravidade

de dois seios, com o peso lúbrico e triste

da boca. Seus ombros beijarei.

Cantar? Longamente cantar.

Uma mulher com quem beber e morrer.

Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave

o atravessar trespassada por um grito marítimo

e o pão for invadido pelas ondas -

seu corpo arderá mansamente sob os meus olhos palpitantes.

Ele - imagem inacessível e casta de um certo pensamento

de alegria e de impudor.

Seu corpo arderá para mim

sobre um lençol mordido por flores com água.



Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/literatura-herberto-helder-publica.html

- 2008-09-26 03:49
amigo, se não trouxeres pensamento, não há negócio.

Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/amigo-se-no-trouxeres-pensamento-no-h.html




meu país triste país - 2008-09-26 03:49
CIN - CO
...

QUA - TRO
...

TRÊS
...

DOIS
...

UM
...

BYE BYE


Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/meu-pas-triste-pas.html



Andrés Segovia - 2008-09-26 03:49


Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/09/andrs-segovia.html

- 2008-09-26 03:49
amanhã vou dar uma...sova nos mosquitos

Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/09/amanh-vou-dar-uma.html

- 2008-09-26 03:49
Se ainda tem dor, dar-lhe-ei duas ampolas filosóficas, duas razões para você contrariar, centenas de sofismas para juntar à limonada, ou então, duas rezas miudinhas e verá que isso passa. Os psiquiatras não sabem nada, devoram manuais para nada, têm os sofás comidos por reles confissões.
Se a dor permanecer, vire-se para Meca, ponha-se de joelhos e reze para que não tenha um filho contorcionista.

Os meus conselhos vêm do céu, entrelaçados na chuva grossa. Afinal você queixa-se de quê?! Que a vida está cara todos nós sabemos, que o Salazar deixou uma herança de merda, também. Sabe, a existência é um fruto qualquer, um Bolicao de primeira. Fale-me a sorrir, já disse. Ponha-se à vontade que não há polícia por perto. Não se preocupe que eu não vou dizer quanto é no final desta recomendação pouco recomendada.

A ciência não acredita em mim. Acha-me um tipo pouco funcional, um desconecto-desmiolado.
Sou um pouco profano mas acredito que isto passa. Todas as cinco da tarde fumo um cigarro em memória dos activistas que caíram na boa fé de missionários que lhes leram o evangelho seguidinho até eles enlouquecerem.
Meus caros, Pedro Álvares Cabral nunca passou além da ilha da Madeira. Os brasileiros já sambavam e as brasileiras já trabalhavam em quiosques até altas horas. Desculpe o esquecimento, imagino como você deve estar sofrendo tentando apanhar o Bicho.

Vá-se embora, compre um livro de aventuras e esqueça que amanhã é dia de acordar, que o seu patrão é um bruto e frequenta mictórios, que a dor é apenas um ponto negro da alma à espera da mão certa para o arrancar. Tenha um bom dia e passe muitíssimo bem, ouviu?!

Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/09/se-ainda-tem-dor-dar-lhe-ei-duas.html
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