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A Voz do Minho
direitos de autor
Nasceu em Guimarães, onde também Portugal nascera, e morreu no mar, com apenas 21 anos, onde tantas vezes naufragámos.
Alma, enfim descansa
Na desesperança.
Alma, esquece e passa:
Dorme, enfim segura
Dessa última graça
Que é toda a ventura.
E à Saudade em flor
Que o teu sonho lindo
Perfumou de amor,
Diz-lhe adeus, sorrindo?
Que Ela há-de escutar-te,
Pálida, a entender-te!
E, no espanto enorme,
Sonhando envolver-te,
Triste, há-de embalar-te
? «Dorme? dorme? dorme?» ?
Como a adormecer-te.
Guilherme de Faria
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2009/01/no-dia-4-de-janeiro-de-1929-h-80-anos.html
Olhe a imagem (se quiser amplie clicando em cima). Se ela parece se mexer, saiba que seus olhos estão errados. Mesmo assim eles são normais. Descubra o porquê lendo abaixo.Este é um exemplo de ilusão na percepção de movimento, visto em estímulo físico (a imagem) que é, de fato, imóvel ou estática. Esse fenômeno que engana os nossos olhos ocorre porque as imagens que fazem isso foram construídas propositalmente para tal. Existe controvérsia quanto às explicações científicas, mas sabe-se que os olhos não são os responsáveis. Supostamente, o problema ocorre porque uma região do cérebro chamada córtex, que é responsável pela percepção de movimento, é diretamente estimulada por essas imagens.
Ilusões de Movimento são apenas um dos tipos de ilusão de ótica, apesar disto pode ser um dos mais incômodos, pois, em alguns casos, chegam a provocar tontura e mal-estar em quem observa.
O truque, senão para evitar, mas pelo menos para ter certeza que as imagens não estão em movimento é não olhar difusamente para ela como um todo. Fixe sua visão em um ponto que parece se mover e você notará que ele está completamente parado. Esforçando-se bastante ao focar este ponto com muita concentração, a ilusão toda parará.
O autor da imagem ilusória acima e das que aparecem abaixo é o japonês Akiyoshi Kitaoka.



Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2009/01/iluso-de-tica-geniais-o-que-seus-olhos.html
Se tropeçares numa pedra e o sangue despertar a terra compreende isso como uma dádiva;
A salvação tem uma cor: Abril;
Todos os jardins são belos; mesmo aqueles que são feios
O ódio trata-se com sódio e muita oração
escreve, diz o que tens a dizer, até fazeres ferida em ti; a tua existência será escrita em palavras de sangue
A masturbação é uma máquina de fazer imagens;
O vejo o mundo tal qual um cego: sem pleonásmos;
Para se fazer uma guerra basta um de cada lado
Quando a morte te sorrir age com naturalidade
Não roubes. Não mates. Fuma um cigarro;
Tudo cai; excepto a música;
A saudade é um bicho bem pensado;
Sai de ti... mas volta;
De noite não cantes; incomodas os vampiros;
Adora. Aproveita o teu lado predador
Deus : fruto de nenhuma árvore
A cada instante o silêncio liga a sua ignição;
Há muitos caminhos que vão dar a Deus; mas nenhum de regresso
Não tenho passado nem futuro
Na Febre e na Loucura os pássaros são as únicas visitas;
Deus perdoa tudo, até os seus próprios erros
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/12/alguns-euforismos-j-publicados.html
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/12/bom-natal-e-um-prspero-ano-novo-so-os.html
roubei esta do blog do paulo rodrigues
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/12/roubei-esta-ao-blog-do-paulo-rodrigues.html
Marcial Armando Salaverry
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/12/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none_16.html
É Natal. Temos um mês inteirinho para pensar no que é que iremos pedir ao Pai Natal. Uma bicicleta. Um peluche. Um jogo de cozinha. Duas notas de vinte. Uma cunha na secretaria da câmara.
O Natal é fixe. Ver as pessoas na rua munidas de cartão de crédito, gastando suor em décimas de segundo, contribuindo para milionaridade do Belmiro de Azevedo, comprando coisas larocas para durar dois dias e depois, lixo, é um espectáculo a não perder neste Teatro em qualquer rua perto de si.
O nosso coração enche-se de brilhantes, vemos tudo a piscar, os preços nas lojas a piscar-nos os olhos, a madamme a experimentar um vison que o amante, que é manso, lhe diz: ?leva meu amor!?.
Os shoppings carregados de ratoeiras para o freguês com chinesices e guloseimas de criar obcessos.
Os banqueiros sorrindo, as contas de uns emagrecendo e a de outos ganhando banha da boa. As caixas de multibanco à pinha, mas só sai notas. Entrar é que nada!
O capitalismo ganhando cabedal, o operário, coitado, tem cinquenta putos ranhosos lá em casa a pedir um matraquilhos.
Gosto do natal porque nesta época a tristeza e a miséria - que parecem duas fufas - vão dar uma volta ao bilhar grande, e durante alguns dias irão dormir com o rafeiro. Ah, que sorte!
Tudo é bonito, tudo fala de amor como se isso fosse um instrumento de tocar nos lábios. A Fraternidade, esquecem-se que é um caramelo que se desgasta, e o Amor, acreditem que não sai em cabaz algum.
As crianças calçam sapatos novos mas continuam a calçar as meias rotas.
Os jornais a falarem de fadas e princesas, o mundo a maravihar-se com a fantasia, milhões de barbies preenchem as casas. As guerras em stand by.
O negócio sempre a render, o vegetariano rompe com a sua filosofia e desbunda uma boa coxa de perú. Pela rua a beleza é um samba português já que a farsa anda bem disfarçada.
Os três reis magos a passarem na minha zona de Porshe, com seus ares de quem nunca participou em greves, anunciando o nascimento do menino pobre.
É natal. A crença ganha mais adeptos. Acreditar é um espectáculo que faz subir as caixas registadoras, mais velas derretidas para nomear um Santo padroeiro.
Depois das trocas de prendas, de passado o efeito do espumante, do circo que foi ao ver o sogro a engasgar-se com uma espinha do bacalhau, depois de olhar a factura da luz e do arrependimento de ter deixado não sei quantos dias o pinheirinho ligado, a consumir quilos de watts, depois de termos desacreditado a criança quando tentávamos imitar o Pai Natal, e ela, assim que abrimos a boca, disse: ?eu conheço este hálito!?, vem a realidade ao de cima acompanhada de feras e outros gigantes horrendus; e que não está para cócegas!
Pois é, esta é a parte mais triste desta história de Natal, já que, depois da luminosidade e do riso, vem a tristeza, depois da festa surgem os telefonemas dos senhores bem educados do banco a pedir que actualizemos a nossa situação bancária, e o pai tolo e a começar a levantar a voz para a mulher que está cansada de lavar tachos queimados. E depois é o filho que quer ir para o ginásio queimar as calorias causadas pelas rabanadas, mas claro, o guito foi-se e, décimo terceiro mês só para o ano. E os operários de novo na realidade com espinhas, puxando com a força de braços as máquinas perras, a terem que produzir mais e mais, a alegria a baixar seus níveis de beleza, Jesus Cristo a ser banalizado nas anedotas, as uvas passas misturadas com a ração para o rafeiro, a guerra a fazer peito, o combustível a diminuir nos depósitos, o Ferrero Rochê a fazer estragos nos intestinos. O sentimento das pessoas a ser entendido apenas com manual de instrução!
E porque a realidade não se deixa enganar, o melhor é não oferecermos uma capa de super homem aos nossos filhos, uma vez que ele poderá pensar que será capaz de voar e os resultados são desastrosos.
Ainda dizem que o Natal havia de ser todos os dias. O caraças que havia! E depois quem é que paga as favas?!
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/12/normal-0-21-false-false-false-pt-x-none.html
21:30h | Auditório do Museu de Olaria - Barcelos
MÚSICA| Noiserv
Entrada: 3? » Estudantes: 2? » Sócios: gratuito
+ Info em:
Contactos e Informações:
AMIMUOLA ? Amigos do Museu de Olaria
Rua Cónego Joaquim Gaiolas ? 4750 ? 306 Barcelos
Telefone: 253.824741 | E.mail: amimuola@gmail.com
+info: www.chadasquintas.blogspot.com | www.amimuola.blogspot.com
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/12/agenda-cultural-de-barcelos.html
Um cientista é um cientista
Mas um poeta é um poeta!
... ... ... ... ... ...
um mundo feliz
é composto por sol e água
... ... ... ... ... ...
Não desistas: cinquenta mil homens dependem de ti!
... ... ... ... ... ...
Troco poemas por cigarros
E o gozo que isso me dá!
... ... ... ... ... ... ...
É com a cabeça dentro do poço que se escuta o avanço do mar
... ... ... ... ... ... ...
Se a noite é uma mulher como lhe pegar na cintura?
Que ilusionista tira o céu de uma cartola?
... ... ... ... ... ... ...
a noite é o espelho em que me demoro e retoco a farsa
para o dia de amanhã
... ... ... ... ... ... ... .. ... ... .. .... .... ... ... ..
Estou condenado mas canto
A guilhotina está pronta
As lâminas afiadas com um brilho genial
O carniceiro aquecendo as mãos
Não vá ele falhar o golpe
Peço um último desejo
Que é um Direito meu e está na Carta dos Homens
As crianças devem sorrir sem pagar mensalidade
Os banqueiros que não tentem!
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/12/frases-do-meu-novo-livro-parte-i.html
21:30h | Auditório do Museu de Olaria - Barcelos
MÚSICA | The Partisan Seed
Entrada: 3? | Estudantes: 2? | Sócios: gratuito
Contactos e Informações:
AMIMUOLA ? Amigos do Museu de Olaria
Rua Cónego Joaquim Gaiolas ? 4750 ? 306 Barcelos
Telefone: 253.824741 | E.mail: amimuola@gmail.com
+info: www.chadasquintas.blogspot.com | www.amimuola.blogspot.com
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/12/04.html

Quarta, 26 a Sexta, 28 de Novembro - 22h00
Domingo, 30 de Novembro - 17h00
Teatro
Memórias de uma máquina a vapor
Teatro Oficina
Espaço Oficina
Preço: ?7,50/?5,00
?Memórias de uma máquina a vapor? é um projecto teatral escrito a partir de materiais encontrados na cidade de Guimarães. Objectos abandonados, textos resgatados das ruas, notas escritas e deixadas à sorte deram o conteúdo a esta peça.
Alberto Villarreal tem uma trajectória vertiginosa no México, junto do público, dos meios de comunicação e da crítica. Fundador da Companhia Artillería, um dos grupos mais representativos do teatro contemporâneo mexicano, já encenou mais de 30 espectáculos tendo sido convidado para diversos Festivais em todo o mundo.
Com Andreia Macedo, Diana Sá, Cátia Pinheiro, Emílio Gomes
Encenação Alberto Villarreal
Assistência de encenação e coreografia Leonor Zertuche
Cenografia e figurinos Fernando Ribeiro
Iluminação Pedro Carvalho
Produção executiva Teatro Oficina
M/12
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/memrias-de-uma-mquina-vapor.html
- Mas quem é que escreveu esta m*rda?
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/um-cego-entra-na-cozinha-pega-no.html
chovia dentro do seu corpo como típico novembro
folhas tristes: caranguejos em sobressaltos
frutos envenenados luziam em fogo posto nos cabelos
amores caiam-lhe aos cachos
e os ratos vinham por aí
construir seus reinos
seus rios que vão dar às omoplatas
o bruxo mandou o doente se retirar
suas unhas luziam como pérolas extraídas do sono
qualquer coisa fenomenal
sangue que não nega o corpo: música lírica derretendo aço
e o doente entristeceu-se
suas memórias vasculhadas a martelo
olhar de mocho a controlar os movimentos
do braço que fura o fogo
do peito que recebe fracas notícias por uma rameira
olha o tempo com imperfeição
uma gangrena escorre limpa e serena
sete bichos acampados no crânio esperam
a intermitência
há tanto a traduzir e ninguém é capaz
chove por dentro dele
sua carne ensopada ofusca o vitral
e quem se rir terá a sua chuva pela certa
devemos concluir o vector da existência
correr o fecho das galáxias para não mais
completar o século com os vulcões vazios
depois subir
com a calma de uma velhice
num suicídio
que demora a procriar
o que é o cérebro se não escuro
tinta que sobra das plantas comilonas
funerais só depois das nove da noite
que é quando o brilho assa e o morto comporta-se como morto
a demência não entra na tributação
nos cálculos da primavera
outono sim
é mês de cozer o pão entre as palmas das mãos
uma casa possessiva com ataques de nervos
e por que cai água nos regos cerebrais
O louco nada pelo ar em movimento de gibóia
Lento
Comprometedor
Como quem afasta o lodaçal com as arestas dos braços
Afiadas
Bilhantes como tudo que ilumina a gota
Chamam-lhe palhaço
Sorriso de alicate
Infiltra-se a chuva por dentro de alguém
Amamenta a loucura com sémen da sua paz
E dobra-se
Desta vez não espera pelos deuses à saida da taberna
Fecha-se em guarda-chuva ? na sua verdade
Reparando feridas com o maçarico dos sonhos ?
Intermitência - mas hoje ele não vai ganhar.
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/fora-lhe-diagnoticado-chuva-16nov2008.html
o
Mãe, se eu fosse vento arrastava a miséria para a cova mais funda
Mãe, se eu fosse flor daria pétalas que seria como pão de boca em boca
Mãe, se eu fosse presidente o pai não seria mandado para Longe
Mãe, se as minhas orações fossem atendidas o mar não banhava a nossa casa
Mãe, se sonhar fosse mais que um sonho a minha irmã festejava hoje os seus vinte anos
Mãe, se eu pudesse ser hoje homem duro cobrava o sangue que nos foi roubado
Mãe, achas que o silêncio tem vocação animal?
Achas que a força é um monstro que se domestica?Diz-me como se alcança o azul fluorescente
Fala-me da amoreira que fecundou lindas meninas
Pode o silêncio ser combatido com raticidas?
Mãe, o pai disse que vinha já e não veio, lembras-te?
Por que é que hoje não há cheiro a bolo de chocolate e não me tocas no cabelo?
Mãe, o que significa a bandeira preta?
Por que é que te finges morta?
Mãe, mãe, mãe!
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/me-se-eu-fosse-pastor-haveria-de-dar-um_18.html
na biblioteca municipal de barcelos pelas 21.30.
Os textos serão lidos por: fernando soares e fátima marques
a apresentação estará a cargo de: armindo cerqueira e josé lourenço
apareçam!
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/5-de-dezembro-apresentao-do-meu-quarto.html
Tenho sete mil razões para duvidar de ti ó Portugal de meia dúzia de grandes.
A tua gente quase não sente a brisa que era dantes. O cavaquinho e a braguesa não soam pelas ruas, a peixeira tirou um curso mas não lhe valeu de nada. O operário leva para casa o zumbido das máquinas e é com a batida ensurdecedora que compõe o pé direito do sonho.
Portugal, eu venho aqui falar das cidades abandonadas, dos castelos comidos pelo tempo, a tua poesia já não é cantiga de amigo nem embala o menino que um dia dormiu nas palhas. Cuida do teu povo, da tua gente que te fez valente há quinhentos anos atrás, dá-lhes o teu melhor, o fado e as tasquinhas, a liberdade de ser, a conjugação plena do verbo existir, a valentia das tuas caravelas.
Tenho sete mil razões para estar de mal contigo, sete mil palmos de chão que cairam nas mãos dos bancários e dos empreiteiros, e tu não dizes nada?! Ficas aí na varanda do silêncio a fumar o teu cigarro, a dar palha ao abismo.
Que vai ser das tuas crianças que nasceram ontem numa barraca de hospital?, numa estrada esburacada, entre uma aldeia e uma cidade, com um carimbo no peito a dizer: deixa lá não penses nisso!
Olha como o peixe vem triste para a mesa!, vê a felicidade com rituais macabros, olha o polícia todo contente em passar multas à gente. O teu vestido já toca o chão, encolheste, é preciso nascer ouriço para te compreender. Foste dono do mundo, compraste pimenta e sal, pariste Camões e Vasco da Gama, descobriste mares sem ponta de medo, olha para ti e vê como mudaste, a tua figura assemelha-se à tristeza de um sino quando dá inicio à procissão.
Que é feito do teu malhão que nos convidava para a festa? Que é feito da tua coragem de ir e vencer? Ó Portugal das vitórias e dos hinos das multidões!, a tua sopa aziomou e o melhor de ti ofereces ao idiota?! O teu futuro, o nosso riso, está nas mãos do leiloeiro, queres que te conte mais? O teu ofício é semear diferenças, a tua energia é um número extenso no papel, a tua carne é como o futuro: é para quem dá mais.
Encerras escolas e inauguras centros comerciais, lês o que as estrelas têm para dizer mas não escutas ninguém. Que será de nós quando crescermos? Quando tudo for pelos ares e não restar uma biblioteca para defender a tua história? Tenho sete mil razões para te pôr contra o vento, sete toneladas de corações para fazer a empreitada de uma nova vida, sete caminhos que vão dar a um, sete ideologias que terminam em Bem.
O teu sistema imunitário falhou, já não provocas riso, os teus rios levam mágoas, as tuas aldeias: só nos postais; as ribeirinhas quem deram que fossem outra vez, o teu perfume de maresia nem com frasco de remédio é de novo.
Agora sonhas é com craques da bola, ó isso sim, com estilistas que te baixam as calças, com cantores que levam a literatura ao suicídio. Nem com chuva de nove meses isto irá mudar se acaso não visitares todos os lares, se não converteres cimento em alegria, se não casares todas as tuas filhas com os filhos do sol.
Para mim és peça de barro numa estante que se Terra abana mais um pouco cais ao chão, e se calhas de mostrar o rabo... O teu sabor amargo reconheço em Espanha ou em Istambul, o fato solene não convence ninguém, ó meu Portugal dos noventa e tais por cento pequeninhos!
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/11/tenho-sete-mil-razes-para-duvidar-de-ti.html
Como se o sol lhe dissesse: vem daí para a minha beira!
Como se pelo buraco do peito se avistasse o pântano espiritual
Mete-se a mão e zás!, recollhemos o amor em bagos
Depois espanta-se com a cara de quem vê o preço do branco a subir
E fica-se a saber porque dói o silêncio
ou o ferro quente não engoma o pêlo do lobo
Como se a tempestade fizesse arrasar a colheita de sangue
Como se o jejum dobrasse a forquilha à felicidade
O amor bem que podia dar meninas pelo quintal
Regadas com suor de flores
Prata líquida percorrendo o pescoço ? a maravilha da pétala
O homem sentou-se.
Triste e absorto. Mimando uma lâmina usada.
Nunca beijara a face aberta de uma mulher
Tem por uso plantar cactos no quintal
E dos espinhos santifica-se
Com o dedo na terra alimenta a oração
Os olhos como faróis. Ou vice-versa
Escorre o veneno pela luz vinda do solo
Jaz a música no cântaro abandonado
O fogo estala ante a carne borealesca
A solidão escapa-se do gavetão-memória
Tecidos podres
Podres tecidos
Há vestígios de alma que esperam pendulares
A morte é um veículo veloz Que segue sempre na auto-estrada
No poço todos os murmúrios são cantos de galinha
Ó que zumbie tão estridente é o mar!
O Homem tem as plantas como seu tesão
A gravidade está prestes a ser um feno comido pelos bois
E a certeza é que debaixo da pele: um fogo-posto
Como se a matéria fogo nos viesse dar novo baptismo
Como se o relojoeiro argolasse o tempo à cadela que dorme no prédio
Investir na vida não é preciso saber
para que lado
é que se há-de morrer
Ao contrário da morte a vida é um equívoco raro: o momento em que o carneiro se despe catedraticamente
Perguntem a este homem
Gélido
Putrefacto
Electro-iluminado
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/como-se-o-sol-lhe-dissesse-vem-da-para.html
mas que ela anda a foder toda a gente, ai isso anda!
Fonte: http://teoriadoscalhaus.blogspot.com/2008/10/em-linguagem-cientfica-no-sei-se-crise.html











