Blogs de Arte
Poesia
Notícias Culturais
oiça 13 minutos de...
Painel controlo
chat online
Sin hijo ni árbol ni libro
oiçam bem
Links
Outras músicas
Contactos
Anedotas
Um psiquiatra conversa com um doente brasileiro:
- Pode contar-me tudo desde o princípio...
- Pois bem, doutor! No princípio, eu criei o céu e a terra...
- Pode contar-me tudo desde o princípio...
- Pois bem, doutor! No princípio, eu criei o céu e a terra...
Outras Leituras
Veja e aprecie
videologia
www.youtube.com/watchveja e sinta
Estatísticas
Visitas (Acum./mês) |
||||
|
||||
Visualizações (Acum./mês) |
||||
|
||||
Últimas Photum
Sondagens
Neste momento não existe nenhuma sondagem activa...
A Voz do Minho
direitos de autor
Luso-Blogs
A uma tela que se achou no Grande Incêndio dos Armazéns - 2008-09-26 03:49
Silêncio ocasional compõe agora
as partes de um todo entrecortado
pelo último suspiro da crepitação
Contam-se as coisas
pelas lágrimas que se apagam
à nascença
Do que se consegue achar com pulso
fumo, fuligem, amargura, esquecimento,
E uma paisagem em tons de cinza-esperança
Com um pássaro vago no canto
Espécie de vírgula acidental
Em poema escrito a lume
Mário Lisboa Duarte

Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/12/uma-tela-que-se-achou-no-grande-incndio.html
as partes de um todo entrecortado
pelo último suspiro da crepitação
Contam-se as coisas
pelas lágrimas que se apagam
à nascença
Do que se consegue achar com pulso
fumo, fuligem, amargura, esquecimento,
E uma paisagem em tons de cinza-esperança
Com um pássaro vago no canto
Espécie de vírgula acidental
Em poema escrito a lume
Mário Lisboa Duarte

Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/12/uma-tela-que-se-achou-no-grande-incndio.html
SUCCISA VIRESCIT - 2008-09-26 03:49
'A VANGUARDA' - 2008-09-26 03:49
"Verificado que é assistirmos de vez em quando a uma reedição deste tema, 'A Vanguarda', e sempre devermos estremecer ao seu simples enunciado, que o estremeção seja nuns reactivo, receoso, desconfiado, e noutros desencadeie o desafio que se supõe que o termo contém, parece apropriado que, quanto mais não seja por uma simples razão de reflexo de consumidores zelosos, nós nos interroguemos sobre os porquês do fenómeno...
Mostram-nos; e cada vez mais sem ser preciso explicar porque é que aquilo que nos mostram é...
'A Vanguarda'. Verdade que se de facto ela corresponde ao que enuncia, se ela (=os seus produtos; as suas figuras; os seus sinais, e para mais se históricos, se consumados, se reconhecidos importantes...) é 'Vanguarda', então dispensa-se-nos o explicá-la como tal, porque, e nós aceitamos de bom grado o passe lógico, 'A Vanguarda' é o que não se explica. Pois que se se explicasse ela o deixaria de ser, nem que por um momento. Nem que por um minuto, de reflexão simultânea ao seu espectáculo, por um empobrecimento de que ela ('A Vanguarda') murcharia de morte, casta que o é na sua virgindade teórica, na sua respeitabilidade internacionalmente reconhecida. E nós, os broncos, nunca praticaremos a agressão que mal aflora à nossa consciência tornada pudica pela simples convenção do espectáculo. E nós, os provincianos, nunca escutaremos o grilinho do bom senso que a por outro lado estouvada mundana nos demonstra, internacionalmente, ser um reles, um desajustado antídoto do Pinóquio modernista, inovado, 'em dia', que ela em nós arrebata para o consenso imediato... E lá vamos, uns pelo medo, indignados, sempre de fora sem saber porquê, outros pelo estímulo, sempre de acordo, sem saber porquê. E nisto 'A Vanguarda' define-se: 'Vede como eu sou! Ap rova de que eu sou, são duas provas. Uma é a de que me resistem, este, aquele, agora, ontem, no tempo do fascismo, no tempo do stalinismo, etc. A outra é a de que me seguem, este, aquele, etc. E creio que não são precisos mais argumentos para vos provar que sou!...' E nós compreendemos, que isso de ser 'A Vanguarda' é mesmo assim, sóbrio, simples, ou isto ou aquilo, e constatamos.
Mas uma dúvida por vezes nos acompanha, positiva, teimosa, e que nos ajuda a adormecer, já resolvida. Então, diz a dúvida, ou melhor, duvida a dúvida, se isso que nos demonstram é vanguarda, porque se diz que foi? E também, continua a dúvida, se isso que nos demonstram é vanguarda, porque se diz que foi? Porque se no primeiro caso tem importância, não é preciso demonstrá-la dizendo que vem de longe, que tem títulos, continuidade, fotografias, etc.; porque uma vanguarda passadista, saudosista, nem mete medo a uns nem respeito a nenhuns. E no segundo caso, umas coisas que se veja mesmo serem de 1920 não são vanguarda, e se forem que lhes aproveita o título, porque as vitaminas já se perderam com estes anos todos, e para a vanguarda em múmia já cá tínhamos os Museus. A não ser que, neste 2.º estrepitoso anúncio, nos estejam a introduzir a um 'Museu da Vanguarda'. Então, se for mais um, Museu, a gente agradece. É um benefício. Embora o título de benfeitor não pareça convir à leveza da vanguarda, à sua amoralidade, por assim dizer.
E a dúvida, antes de adormecermos, já estava resolvida. Parecia-nos, serenamente, que o sobressalto da proposta era fingir. Que de todo em todo a vanguarda que se apregoa é falsa, para o presente e para o passado, mesmo que alguma erudição se metesse a provar fosse o que fosse. Porque, e vinha-nos à evidência do monólogo, qualquer conceito de vanguarda é resolutamente parasitário, e cada vez mais quanto mais a carne do que vivo apodrece, por assim dizer.
Pois se a vanguarda exprime por intenção do seu termo o que é tão vivamente interveniente que mal chega a reter-se, explosão da autenticidade do reprimido (como propõem, parece, os seus autores) e desafio à autoridade das classificações ambientes tanto quanto a eficácia dos vanguardistas vá permitindo identificá-las e surpreendê-las, então uma vanguarda que se comunique classificando-se à partida ('atenção à secção de vanguarda!' ou 'deixem passar a vanguarda! Auxiliem-na!') ou é vigarista (= falsa, consciente de falsificação) ou é trouxa (= mal informada). A veemência do concluído alertava-nos porém: a indignação é uma perigosa droga. E assim, já mesmo à beira do sono, equilibrávamos a paciência. É que 'A Vanguarda' é mesmo um conceito de Museu."
In Lapa, Álvaro, "Porque e como se nos divulga 'A Vanguarda'", Lisboa, Expresso, 10/03/1979, p.30.
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/10/vanguarda.html
Mostram-nos; e cada vez mais sem ser preciso explicar porque é que aquilo que nos mostram é...
'A Vanguarda'. Verdade que se de facto ela corresponde ao que enuncia, se ela (=os seus produtos; as suas figuras; os seus sinais, e para mais se históricos, se consumados, se reconhecidos importantes...) é 'Vanguarda', então dispensa-se-nos o explicá-la como tal, porque, e nós aceitamos de bom grado o passe lógico, 'A Vanguarda' é o que não se explica. Pois que se se explicasse ela o deixaria de ser, nem que por um momento. Nem que por um minuto, de reflexão simultânea ao seu espectáculo, por um empobrecimento de que ela ('A Vanguarda') murcharia de morte, casta que o é na sua virgindade teórica, na sua respeitabilidade internacionalmente reconhecida. E nós, os broncos, nunca praticaremos a agressão que mal aflora à nossa consciência tornada pudica pela simples convenção do espectáculo. E nós, os provincianos, nunca escutaremos o grilinho do bom senso que a por outro lado estouvada mundana nos demonstra, internacionalmente, ser um reles, um desajustado antídoto do Pinóquio modernista, inovado, 'em dia', que ela em nós arrebata para o consenso imediato... E lá vamos, uns pelo medo, indignados, sempre de fora sem saber porquê, outros pelo estímulo, sempre de acordo, sem saber porquê. E nisto 'A Vanguarda' define-se: 'Vede como eu sou! Ap rova de que eu sou, são duas provas. Uma é a de que me resistem, este, aquele, agora, ontem, no tempo do fascismo, no tempo do stalinismo, etc. A outra é a de que me seguem, este, aquele, etc. E creio que não são precisos mais argumentos para vos provar que sou!...' E nós compreendemos, que isso de ser 'A Vanguarda' é mesmo assim, sóbrio, simples, ou isto ou aquilo, e constatamos.
Mas uma dúvida por vezes nos acompanha, positiva, teimosa, e que nos ajuda a adormecer, já resolvida. Então, diz a dúvida, ou melhor, duvida a dúvida, se isso que nos demonstram é vanguarda, porque se diz que foi? E também, continua a dúvida, se isso que nos demonstram é vanguarda, porque se diz que foi? Porque se no primeiro caso tem importância, não é preciso demonstrá-la dizendo que vem de longe, que tem títulos, continuidade, fotografias, etc.; porque uma vanguarda passadista, saudosista, nem mete medo a uns nem respeito a nenhuns. E no segundo caso, umas coisas que se veja mesmo serem de 1920 não são vanguarda, e se forem que lhes aproveita o título, porque as vitaminas já se perderam com estes anos todos, e para a vanguarda em múmia já cá tínhamos os Museus. A não ser que, neste 2.º estrepitoso anúncio, nos estejam a introduzir a um 'Museu da Vanguarda'. Então, se for mais um, Museu, a gente agradece. É um benefício. Embora o título de benfeitor não pareça convir à leveza da vanguarda, à sua amoralidade, por assim dizer.
E a dúvida, antes de adormecermos, já estava resolvida. Parecia-nos, serenamente, que o sobressalto da proposta era fingir. Que de todo em todo a vanguarda que se apregoa é falsa, para o presente e para o passado, mesmo que alguma erudição se metesse a provar fosse o que fosse. Porque, e vinha-nos à evidência do monólogo, qualquer conceito de vanguarda é resolutamente parasitário, e cada vez mais quanto mais a carne do que vivo apodrece, por assim dizer.
Pois se a vanguarda exprime por intenção do seu termo o que é tão vivamente interveniente que mal chega a reter-se, explosão da autenticidade do reprimido (como propõem, parece, os seus autores) e desafio à autoridade das classificações ambientes tanto quanto a eficácia dos vanguardistas vá permitindo identificá-las e surpreendê-las, então uma vanguarda que se comunique classificando-se à partida ('atenção à secção de vanguarda!' ou 'deixem passar a vanguarda! Auxiliem-na!') ou é vigarista (= falsa, consciente de falsificação) ou é trouxa (= mal informada). A veemência do concluído alertava-nos porém: a indignação é uma perigosa droga. E assim, já mesmo à beira do sono, equilibrávamos a paciência. É que 'A Vanguarda' é mesmo um conceito de Museu."
In Lapa, Álvaro, "Porque e como se nos divulga 'A Vanguarda'", Lisboa, Expresso, 10/03/1979, p.30.
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/10/vanguarda.html
2º Encontro de Escritores em Torres Vedras - 2008-09-26 03:49
PSICOFAGIA - 2008-09-26 03:49
Somos o que lemos
Num processo trifásico
De Automação Industrial
Lemos, digerimos, escrevemos
Somos o que comemos
Num processo transpessoal
De psicofagia do conhecimento
Moldamos palavras entredentes
Lemos o que comemos
Comemos o que lemos
Somos o que somos
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte







Expressões Visuais por Frederico Fonseca
Performance de Vítor Rodrigues
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/09/psicofagia.html
Num processo trifásico
De Automação Industrial
Lemos, digerimos, escrevemos
Somos o que comemos
Num processo transpessoal
De psicofagia do conhecimento
Moldamos palavras entredentes
Lemos o que comemos
Comemos o que lemos
Somos o que somos
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte
Expressões Visuais por Frederico Fonseca
Performance de Vítor Rodrigues
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/09/psicofagia.html
Ich Liebe Ein Berliner - 2008-09-26 03:49








Iconoclastia por Pete Silas
"Há por aí muitos portugueses
Que não percebem, ou que dizem não perceber o porquê de vender bolas de berlim com creme ou sem creme. DEIXÁ-LOS PROVAR ESTA! Alguns há que afirmam que a bola sem creme é o bolo do futuro! DEIXÁ-LOS PROVAR ESTA! E há também outros que dizem que uma bola sem creme pode realmente ser tão saborosa quanto uma bola com creme. DEIXÁ-LOS PROVAR ESTA! E há ainda por aí uns poucos que afirmam a pés juntos que as bolas de berlim sem creme, embora sejam menos saborosas, permitem-nos viver uma vida mais saudável, evitando males como salmonelas, obesidade, entre outros flagelos da nossa era. A eles respondo: DEIXÁ-LOS PROVAR ESTA!
O creme que a acompanha pode trazer imensas calorias e a bola assim confeccionada pode não ser muito saudável. Mas nunca ninguém ouviu contar que alguém possa ter morrido engasgado de comer uma simples bola ao princípio da manhã antes de entrar para o trabalho, ao final da tarde, após sair do trabalho. Quero deixar aqui expresso, em nome de todos os cidadãos portugueses, mesmo aqueles que vivem, estudando e trabalhando além fronteiras, distantes das nossas praias e das nossas pastelarias, que devemos ter o maior orgulho nas bolas com creme de pasteleiro, em lugar das cópias que por aí andam, sem traço epifânico que as possa salvar da secura que causa ao paladar. Não conheço nenhuma outra bola, venha ela da Alemanha, do Reino Unido, da Islândia, da Croácia, da Polónia ou de Israel, tão saborosa e deliciosa como a nossa cremosa berliner portuguesa! Tirar-lhes o creme, como outrora disse a grande guru da culinária, Filipa irá com Deus, é tirar-lhes a Alma, não somente uma ofensa ao paladar português, como aos milhares de turistas que anualmente prestam visita ao nosso país! É o verdadeiro causador da baixa significativa de pessoas nas pastelarias, nas praias, nos cafés.
O que serve para este bolo, serve para todos os outros confeccionados com o mesmo creme. Enquanto continuarem a insistir em vender bolas de berlim sem creme de pasteleiro, nunca poderemos saborear verdadeira e livremente os prazeres desta vida. Somos livres de escolher, e como tal, somos livres de consumir quanto creme nos apetecer.
Assim sendo e para finalizar, deixai-me por fim pedir-vos que abram os olhos e o paladar para o creme de amanhã, um creme hoje em vias de extinção, mas amanhã livre de perigo, vivendo em prosperidade com quem realmente o aprecia e o coloca no lugar que merece: na primeira fila das montras das pastelarias, bem como nas caixas dos vendedores da praia.
A liberdade deve ser um dado adquirido, e quando um bolo se torna proibido, todos os outros lhe seguem o rasto. Só com a liberdade poderemos seguir em frente, esperando o dia em que a berliner com creme de pasteleiro seja a supra-sumo de todas as berliners do mundo. Quando esse dia finalmente chegar, e chegará, os verdadeiros apreciadores poderão finalmente regozijar-se, de papo para o ar ou na esplanada do café sem fazer nada, a não ser, degustando uma cremosa Bola de Berlim, como faziam de há anos a esta parte.
Todos os homens livres, independentemente de onde vêm e de onde vivem, são cidadãos Berliner. E como homem livre que sou tenho orgulho nas palavras ?Ich liebe ein Berliner?. De preferência, com creme."
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte
Performance por Ricardo "Formiga"
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/09/h-por-muitos-portugueses-que-no.html
Resquícios de Noite Marginal - 2008-09-26 03:49
É já amanhã... - 2008-09-26 03:49

"Ouvi dizer que amanhã haverá uma festa como nunca se viu no Manel Bar.
Nem percebo como poderá haver outros planos com tais celebrações marginais..."
Pedro Lopes
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/09/j-amanh.html
Abrir o apetite II - 2008-09-26 03:49
Abrir o apetite - 2008-09-26 03:49
1º Grandioso Encontro de Pastelaria Marginal Portuguesa - 2008-09-26 03:49

Caríssimos (as),
É com imenso prazer que vos convidamos para o 1º Grandioso Encontro de Pastelaria Marginal Portuguesa.
Face à grave política nacional no que diz respeito ao horário de fecho dos bares, decidimos não retaliar e, ao invés, acelerar as recentes medidas governamentais. Esta antecipação passará por transformar um majestoso bar de jazz com cerca de 30 anos e transformá-lo, do dia para a noite, numa fabulosa pastelaria.
Haverá bolos para todos os gostos: compridos, curtos, altos, baixos, assim-assim, redondos, octogonais, rectangulares, com creme e sem creme, com folhas e sem folhas, etc.
Dia 19 de Setembro, pelas 24:00, no Manel Bar, Praia de Santa Cruz, Torres Vedras
Traga um amigo e um guardanapo.
Até lá
Melhores cumprimentos
Margem d' Arte
www.margemdarte.blogspot.com
margemdarte[at]gmail.com

Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/09/1-grandioso-encontro-de-pastelaria.html
Manhã (A) - 2008-09-26 03:49
Ao Alexandre Nave

Expressão visual por Frederico Fonseca
Noite reluzente de bruma
Um barco vago em horizonte longo
Como gato-lua de neve-cheia
No sorriso da rebentação
Arca fúnebre recordando no vazio
Jardins outrora em flor
Agora olvidados pelo primeiro raio
De um amanhã ser refulgente
Na chuva
Nua
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/08/ao-largo.html

Expressão visual por Frederico Fonseca
Noite reluzente de bruma
Um barco vago em horizonte longo
Como gato-lua de neve-cheia
No sorriso da rebentação
Arca fúnebre recordando no vazio
Jardins outrora em flor
Agora olvidados pelo primeiro raio
De um amanhã ser refulgente
Na chuva
Nua
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/08/ao-largo.html
Minguante nº 11 - 2008-09-26 03:49
Pesadelo 2 - 2008-09-26 03:49
Pesadelo 1 - 2008-09-26 03:49
Big Ode #5 - 2008-09-26 03:49
PRECAUÇÃO - 2008-09-26 03:49
À Raquel Sousa
Shhh...
Acautela os teus passos
Ao dobrar as trinta esquinas
Do bairro que ousaste construir
Crava as mãos na parede
- Nem que a tinta te desunhe -
Do outro lado da rua
Corre um rio rápido
Em tons de cinza escuro
E tu, pequena pintarola perdida
Espécie de peixe no mar
Sem o ser
Mário Lisboa Duarte

Expressão visual por Frederico Fonseca
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/06/precauo.html
Shhh...
Acautela os teus passos
Ao dobrar as trinta esquinas
Do bairro que ousaste construir
Crava as mãos na parede
- Nem que a tinta te desunhe -
Do outro lado da rua
Corre um rio rápido
Em tons de cinza escuro
E tu, pequena pintarola perdida
Espécie de peixe no mar
Sem o ser
Mário Lisboa Duarte

Expressão visual por Frederico Fonseca
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/06/precauo.html
Editora 4 Águas - 2008-09-26 03:49

"Independente. Desalinhada. Incisiva. Fora dos esquemas familiares de favorecimento. Eis a nova Editora 4águas, projecto editorial dedicado à poesia. A primeira obra da 4águas estará disponível até ao final do mês de Junho: uma estreia absoluta do autor Pedro Afonso, com a edição do seu livro ?Ainda Aqui Este Lugar?. Coincidência feliz, visto tratar-se de dois nascimentos que tiveram origem no mesmo ventre da poesia necessária. Com direcção editorial de Vítor Cardeira e Fernando Esteves Pinto, a Editora 4águas não pretende ser apenas uma editora do Algarve; vamos estar atentos a novas revelações, poetas com bagagem, forasteiros, pescadores de pérolas e esquizofrénicos ajuizados. A principal linha editorial é o horizonte ? lugar de encontro onde os poetas se tocam com palavras nos olhos. Alheia às aflições comerciais, a 4águas faz-se distribuir pelo movimento dos leitores que chegarem até nós, refreando dessa forma a economia da ambição lucrativa, expressão que não faz bom título em nenhuma obra de poesia."
editora4aguas@gmail.com
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/06/editora-4-guas.html
Minguante nº 10 - 2008-09-26 03:49

PRESCRIÇÃO
(Repita tudo
Ao acordar
Outra vez
Respire bem fundo rodopiando no seu próprio engenho. Sentirá todo um mundo novo. Ficará surpreso, a princípio. Extasiado.
Depois)
? O problema são os passos, sempre os passos.
Quando tudo recomeça, redesenhando-se na regurgitação febril dos passos na chuva. Vomitar no passo largo os rostos enlameados. Ganhar algum tempo perdendo algum espaço ? (im) passe ?
(Repita de novo. Outra e outra vez.
Duas tomas diárias.
Num quarto de água.
Ao deitar)
Mário Lisboa Duarte
Aqui
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/05/minguante-n-10.html
DA DOR DE SER - 2008-09-26 03:49
Expressão visual por Frederico Fonseca
O peso da máscara
sufocante
Sôfrega de ser luz
Na bruma
Palavroclastia por Mário Lisboa Duarte
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/05/da-dor-de-ser.html
Big Ode#4 - Coimbra - 2008-09-26 03:49
Debaixo do Bulcão poezine 32 - 2008-09-26 03:49

TODOS
Todos os meus dias são
Imitação consecutivamente repetitiva de
Todos os meus dias
São imitação repetitivamente consecutiva
De todos os meus dias são
Imitação redundantemente cíclica
De todos os meus dias são imitação
Ciclicamente redundante de
Todos os meus dias são
Mário Lisboa Duarte
Debaixo do Bulcão poezine
Número 32 - Almada, Março 2008
Fonte: http://margemdarte.blogspot.com/2008/03/debaixo-do-bulco-poezine-32.html

©2009. Todos os direitos reservados
















