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Uma mulher pára numa estação de serviço, abre o capot e verifica o nível do óleo. Passado um bocado pergunta:
- Olhe, aqui vendem ferros destes mas mais compridos?
- Não, minha menina, porquê?
- É que este não chega ao óleo...

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A Voz do Minho

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Escrito por: Flávio Silver

Estou confuso. Estou com um entupimento cerebral e, raios!, não sei por onde hei-de começar. Pelo príncipio seria o mais lógico, mas, desta vez, começarei pelo fim. Não, não vou pedir que comecem já a rir, até porque quem ri por último, ri melhor.
Desculpem-me a péssima entrada mas, há coisas que não consigo entender e, uma delas é: o fardamento da nossa GNR. Vocês já repararam bem naquelas calças azuis, justíssimas, a fazer depilação automática, com as botas de cano alto de fora? Bem, eu não quero insinuar nada, mas, cá para nós, quem desenhou aquele traje pindérico devia estar a pensar em outras coisas marotas. Ainda nem sei como é que a comunidade Gay não tirou o modelo daquela vestimenta que, como mostra de respeito, não tem nada, a não ser que a ideia passe em captar talentos para o Ballet.

Outra minhoca que rabeia num dos meus seis ou sete sentidos é: a bolsa das mulheres! Outra vez: a bolsa das mulheres!, que tantos sonetos daria para o menor dos inspirados sonetistas. Sei que várias tentativas foram fracassadas no deciframento dos possíveis e inimagináveis objectos que as queridas donzelas transportam naquele que, segundo o núcleo de investigação científica, a fórmula para o prolongamento dos tecidos corporais, ou mesmo o código Da Vinci, pode aí ser desvendado.


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Escrito por: Flávio Silver

Desta vez a crónica é feita sem o cigarro colado nos dedos. Não é que tenha deixado de fumar - a ver vamos - mas, resolvi trazer esta semana uma crónica, digamos, ambientalista, sem aquele odor característico de massa esparguete de três dias. Para já, antes de qualquer graçola democrática, devo dizer que, concordo com a nova lei do tabaco, apenas com alguns acrescentos e tal, ela daria uma esfinge grega – bastante adorada.

Está bem que a malta que fuma deve, quando o espaço não permite, adiar o vicio por uns bocados, mas, agora, por exemplo, e eu que quando vou a uma cafetaria tenho de suportar a televisão ligada na TVI com uns badamecos a palrar a missinha dos três vinténs?! E eu, que até não gosto de coelho estufado, sou obrigado a gramar com o cheiro desse animal que, graças a não sei quem, de animal de estimação foi galardoado a animal de refeição?!

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Escrito por: Flávio Silver

Um árbitro de futebol ou um político, em Portugal,
deve custar à volta de 1000 euros.


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Escrito por: Flávio Silver

O TABACO MATA
.
.
.
O ESTADO TAMBÉM

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Escrito por: Flávio Silver

É com orgulho patriótico que digo que Portugal não é somente um país de futebol, também temos as telenovelas, o que faz de nós os maiorais na arte da castração psicológica. Pelo menos neste ranking - e no uso indevido de palavrões - podemos acenar aos nuestros hermanos. Ah, desculpem o esquecimento, os portugueses, em questões de aluguer de filmes porno, são neste domínio, dos primeiros da Europa. Afinal não somos assim tão atrasados! Cada português tem uma pequena industria cinemateca escondida atrás dos armários, no meio de capas de argolas, que o utiliza quer para troca quer para fazer número à colecção. Os mais sofisticados, guardam tudo no PC (não me refiro ao partido comunista, mas sim ao computador), criando as suas próprias legendas e, dando mais floreados aos gemidos com a ajuda de um software.

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Escrito por: Flávio Silver

Se entrou a fumar por favor apague o cigarro, ou lá o que é que tem metido na boca. É que eu não estou para chatices!
A lei é para cumprir e, quem não cumpre, ou tem cargo na polícia ou é filho de gente rica.
Esta casa é séria, portanto, vá-se habituando a deixar a chucha só para quem está em idade de mamar.
Faça como eu, vá ver o ar lá fora, inspire um bocado e depois volte, pode ser que eu ainda aqui esteja a matar os últimos tiros
de um maço que eu digo sempre que é o último.
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