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A Voz do Minho
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Escrito por: Flávio Silver
Vou iniciar uma série de plágios e espero que não me levem a mal, isto é um pouco sentimental. Na semana passada decorreu a jornada do ocultismo em Barcelos (é tão oculto que ninguém chega a perceber o que é que eles querem dizer). “Deixa-me rir”. Sentiu-se no ar um cheiro a incenso medonho, mas em contrapartida, espero bem que os bruxos que cá estiveram tenham reunido forças para dar um empurrão ao Gil Vicente, acertar as linhas da câmara e, acabar com o “cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas”. Agora que o estado vai ajudar os casais por mais um filho deitado ao mundo, já se pode levar a cabo “estou fazendo amor com outra pessoa” pois o que está em causa é, facturar (julgam eles).
Cada vez existe mais pessoas no desemprego, a usufruir de altos rendimentos mínimos e eu, “sei de cor” cada estatística que aumenta, cada notícia de jornal com políticos a dizer “amanhã talvez”. Os velhinhos queixam-se das suas fracas reformas, que se apanham uma tosse estão feitos, que a indiferença é o “papel principal” nesta “casa portuguesa”, gritando aos céus “dei-te quase tudo” e agora vejo que “afinal havia outra” e o “anel de rubi” foi mal empenhado. “Sou rica em sonhos e pobre, pobre em ouro”, quando não houver mais ourivesarias para gamar, já se está a ver que os sonhos serão as próximas vítimas.
Um amigo meu disse-me há dias, sabes, “estou a aprender a ser feliz”, porque os patrões, “esses barões esses coirões” não lhe pagaram os direitos de quando a sua empresa há dez anos atrás sumiu misteriosamente por um “trilho secreto”. “Ainda te lembras amor” quando queríamos “aquela janela virada para o mar” e, o spread era tão alto que a “saia da carolina” foi comprada nos chinocas?!
E eu, que “já tive mulheres de todas as cores”, “casei com uma velha da ponta do sol”, não tenho onde deitar meus ossos, meus sonhos “nem às paredes confesso” já que os oportunistas parecem “bandos de pardais”. “Não posso mais” esta minha “estranha forma de vida” que quebra o riso, entra em dislexia paranormal.
Sou um “fantoche de kissinger” que pensa que português é aquele que nasceu



















